Amizade:
Há poucos laços de amizade tão fortes que não possam ser cortados pelo cabelo de uma mulher.
Santiago Ramón y Cajal
domingo, setembro 26, 2004
quinta-feira, março 25, 2004
Sinceridade:
(...)àquela cultura idiota do blá-blá-blá. A esta geração que se orgulha da sua superficialidade. A sinceridade é tudo. Sincera e vazia, totalmente vazia. A sinceridade que dispara em todas as direcções. A sinceridade que é pior que a falsidade e a inocência que é pior que a corrupção.Philip Roth, A Mancha Humana , Dom Quixote
terça-feira, março 02, 2004
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
Ciúme:
O ciúme é irracional: alimenta-se do seu próprio sofrimento e é como se só conseguisse saciar-se e acalmar-se quando tudo o que de pior imaginou se torna real e nítido e visível. O ciúme é uma dúvida doentia que cresce como um cancro e a que só a certeza de já não haver lugar para dúvidas pode trazer, pelo menos, o bálsamo de pôr fim a essa angústia, a esse enxovalho de viver permanentemente à procura dos sinais da traição. Quanto mais chocante for a evidência, quanto mais real for o real da traição, mais o ciúme se sente recompensado, redimido, quase digno de respeito.Miguel Sousa Tavares, Equador, Oficina do Livro
sexta-feira, dezembro 05, 2003
quarta-feira, dezembro 03, 2003
sexta-feira, outubro 31, 2003
quinta-feira, outubro 30, 2003
Casal amoroso:
Vão dormir juntos. Sabem-no muito bem. Cada um deles sabe que o outro também sabe. Mas, como são novos, castos e decentes, como cada um quer conservar a sua estima por si próprio e a estima do outro, como o amor é uma grande coisa poética que é preciso não amedrontar, vão juntos, várias vezes por semana, aos bailes e aos restaurantes oferecer o espectáculo das suas dançazinhas rituais e mecânicas...No fim de contas, é preciso matar o tempo. São os dois jovens e de boa compleição: ainda têm diante deles uns trinta anos. Por isso não se apressam, saboreiam o seu vagar, e não deixam de ter razão. Quando tiverem dormido juntos, precisarão de encontrar outra coisa para encobrir o enorme absurdo da sua existência.
Jean-Paul Sartre, A Náusea, Colecção Mil Folhas, Público
sábado, outubro 25, 2003
sexta-feira, outubro 24, 2003
quinta-feira, outubro 23, 2003
segunda-feira, outubro 20, 2003
O Homem e o Universo:
O homem não é mais do que um junco, o mais frágil da natureza, mas é um junco pensante (...). Ainda que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que aquilo que o mata, porque sabe que morre e conhece a vantagem que o universo tem sobre ele, ao passo que, de tudo isso, o universo nada sabe.in Blaise Pascal
sábado, outubro 18, 2003
sexta-feira, outubro 17, 2003
quinta-feira, outubro 16, 2003
domingo, setembro 07, 2003
Bach e Brahms:
Bach é como uma árvore edénica: basta tocar-lhe para que dela se desprendam sempre os mais belos frutos, perfeitamente amadurecidos.Brahms - um grande moinho de música. Metem-se para o moinho uns tantos moios de trigo, e o moinho tem que cumprir a sua obrigação: moer todo aquele trigo, que pode dar na verdade farinha de primeira qualidade, mas a qual pode também muitas vezes não correspoder a reais necessidades, e para ali fica, não inútil, mas atravancadora....
in Obras Literárias de Fernando Lopes-Graça, Reflexões sobre a Música, Edições Cosmos
sábado, setembro 06, 2003
quarta-feira, setembro 03, 2003
Fim da inocência:
Não é verdade que, na primeira fase da nossa existência, somos crianças inocentes que acreditamos em tudo o que ocorre sob o tecto dos nossos pais? Depois chega o dia dos Laodicenses e então percebemos que somos desgraçados e miseráveis e infelizes e cegos e desamparados e, com o rosto de um fantasma macabro e angustiado, atravessamos uma vida de pesadelo, estremecendo de horror?Jack Kerouac, Pela Estrada Fora, Colecção Mil Folhas
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